domingo, 1 de fevereiro de 2015

Mapa Astral: Laerte Coutinho



Laerte Coutinho é uma das cartunistas mais importantes do nosso país e recentemente emerge como personalidade símbolo das lutas LGBT assumindo sua Homossexualidade e transgeneridade publicamente em meio a um contexto mundial e nacional de crise generalizada em diversos setores e repleto de discussões relacionadas as questões de gênero. Vivemos um momento de quebra de paradigmas, ou ao menos de luta intensa nesse sentido, como nunca se viu antes. Certamente, fruto da grande configuração que marcou o período de 2008 até hoje, a chamada cruz cardinal resumida na quadratura entre Urano e Plutão que termina em 2015. Já escrevi sobre isso nesse artigo e em outros:


Não se trata de uma época de novidades (aliás vivemos um momento em que parece que o “novo” se tornou  obsoleto), mas do despertar furioso de velhas reivindicações, velhas dores e velhas injustiças e das batalhas relacionadas a elas, que sempre estiverem aí, mas que não recebiam a luz devida, não eram vistas, ouvidas ou sentidas propriamente.

Aqui neste artigo vamos entender um pouco, através da astrologia, quem é Laerte e o que ela representa neste momento, já que as grandes mudanças que ela vivenciou em nível pessoal acabam sendo reflexo de mudanças coletivas também, já que todo o processo dela foi (e ainda é) marcado pelo trânsito de Urano pela casa 1 (2001-2008) e agora principalmente, quando isso emerge na mídia, Netuno pela casa 1, que começou pra ela em 2008-9, mesmo ano em que ela viveu seu segundo retorno de Saturno e que vai até o fim dessa década.  Vamos entender o que tudo isso quer dizer mais adiante.

Laerte Coutinho nasceu em 10 de junho de 1951, às 22:10 na cidade de São Paulo. Encontrei os dados no site constelar, divulgados pela astróloga Bárbara Abramo, mas tomei a liberdade de perguntar diretamente ao próprio Laerte que me confirmou as informações.  Tem Sol em Gêmeos, Ascendente em Aquário e Lua em Leão. Descendente de portugueses, estudou na USP música e jornalismo mas não chegou a concluir nenhum dos cursos. Começou a trabalhar como cartunista no início da década de 70 e ao longo de sua extensa trajetória profissional atuou também como redator e roteirista, quase sempre com projetos relacionados a comédia/humor. Através de seu trabalho atuou realizando críticas aos costumes, a sociedade e a política vigente sempre de uma maneira sutil e bem humorada. Abaixo podemos ver o mapa dela:



O cálculo que eu fiz do temperamento dá empate entre Melancólico e Sanguíneo. Isso é a cara do Ascendente em Aquário, signo sanguíneo,  mas regido por planeta melancólico, e acaba sendo atestado por outros posicionamentos também: Sol em signo sanguíneo (gêmeos) mas em estação melancólica (outono), lua em fase sanguínea (nova) mas regida por planeta melancólico (o sol de outono) e por aí vai. Sanguíneo e Melancólico compõe uma dicotomia. Um é regido por Júpiter, “grande benéfico” e planeta da alegria e prosperidade, enquanto o outro é regido por Saturno, “grande maléfico” e planeta associado a tristeza e as limitações. A base dessa dicotomia vai ser matizada por um conflito interno entre um lado da pessoa, marcado por um comportamento que tende a ser organizado, meticuloso, crítico e extremamente exigente consigo mesmo e com os outros além de pender para a solidão, versus um outro lado marcado por hedonismo, senso de humor, espírito gregário e dificuldade de lidar com as responsabilidades capitais. São dois temperamentos completamente opostos, mas a convivência deles é possível sim, mas nunca em simultâneo, acaba havendo alternância. Às vezes então a vida é vivida com mais leveza e despreocupação, às vezes a vida é encarada com seriedade e gravidade. Todos nós vivemos variações de humor, mas a pessoa que nasce com essa combinação no temperamento vai viver isso de maneira um pouco mais intensa. O Sanguíneo é o temperamento do riso e da festa, mas o melancólico é o temperamento da autocrítica que leva a pessoa a, encarar a vida com lentes um pouco mais cinzentas em alguns momentos. Como há uma leve predominância de elementos “quentes” no mapa, o temperamento que predomina no final das contas é o sanguíneo. O que podemos tirar como síntese desse temperamento é a criatividade, inteligência e a baixa agressividade.

Mas a própria quadratura natal de Saturno com o Sol mostra que o lado melancólico pode emergir facilmente se alimentado. Por outro lado, a lua em Leão fala de elementos da personalidade muito voltados para a construção da autoestima. A pessoa que tem lua em Leão é confiante, gosta de reconhecimento e até de um pouco de atenção, mas pode ter dificuldade de expressar isso. Especialmente no caso de Laerte, que tem ascendente no signo oposto, Aquário:  às vezes o comportamento externado da uma impressão de falta de confiança, ou então uma impressão de completo desinteresse pela opinião alheia; Emocionalmente, entretanto, a Lua em leão fala que há sim necessidade de reconhecimento e respeito pelas suas qualidades e características inerentes: A pessoa não se contenta em ser e “impor” esse ser sobre o mundo (a atitude do ascendente em aquário), ela precisa ser reconhecida. Não se trata de busca por aprovação (em alguns casos pode ser até isso), mas essencialmente é uma necessidade de ser reconhecido e respeitado incondicionalmente. Isso se estende a todas as esferas: pública e privada. A questão da necessidade emocional de  respeito, típica da lua em leão, pode levar tempo até ser totalmente compreendida pela pessoa mas é essencial e vai variar bastante de indivíduo pra indivíduo a depender do seu contexto de origem.

Laerte tem três planetas no signo de Gêmeos, que simboliza a dualidade e a negação das verdades absolutas. Gêmeos é um signo muito frequente em mapas de escritores e pessoas que se relacionam com a mídia, principalmente com o aspecto da comunicação. É um signo inteligente e representa o lado racional, questionador e sua marca é a eternidade da dúvida, enquanto houver dúvida, há vida, porque a vida para o geminiano acaba sendo uma eterna busca pelos porquês, simbolizada no signo oposto, Sagitário. Outra característica de Gêmeos, é que esse é o signo da experimentação e da descoberta. São pessoas movidas por muita curiosidade, muita inquietação e necessidade de auto expressão.



Isso combinado com o signo de Aquário no ascendente indica uma personalidade voltada para o novo, muito inventiva, original e ousada. Laerte tem Sol, Marte e Mercúrio em Gêmeos indicando que a sua força motriz é a palavra. Marte em Gêmeos gera debatedores e pessoas que podem ser inclusive irritantemente questionadoras, no sentido de se colocarem sempre na posição de fazer as perguntas centrais que normalmente doem. Também fala do lado crítico de Laerte, muito visível no seu trabalho e na sua versatilidade e capacidade de abordar qualquer temática, até as mais espinhosas, de maneira leve, mas sempre certeira; Mercúrio em gêmeos é a inteligência prática, hábil para resolver pepinos e encontrar saídas e atalhos, o mercúrio que nasceu para simplificar e resolver. Normalmente não são grandes eruditos, porque a inteligência geminiana não é das mais profundas, mas é considerado um dos melhores posicionamentos de mercúrio justamente pela sua praticidade e fluidez na hora de exercer o papel mercuriano de falar, resolver e negociar.   Se levarmos em consideração que Gêmeos é a casa 5 (da criatividade e da criação: tudo o que a pessoa faz, produz, sua arte, seus escritos, seus filhos) de Laerte, e que além disso ela tem Vênus e Lua em Leão, outro signo associado a criatividade, percebemos que a fertilidade mental  acaba sendo a base fundamental deste mapa, o que é atestado pela trajetória de vida de Laerte.  



Saturno no mapa de todas as pessoas é fundamental porque fala de aspectos relacionados as limitações, conceitos enrijecidos e a nossa relação com o conceito de liberdade e prisão num sentido psicológico. O quanto nós nos permitimos simplesmente “ser” (a lua, o sol, os planetas mais “orgânicos” digamos assim) versus o quanto nos tolhemos e nos limitamos em nome de conceitos herdados do extrato social, genético e cultural, uma espécie de condição que pode ser inerente ou imposta e que as vezes tem um peso de condenação. Além de ser o regente do Mapa de Laerte, Saturno está em uma relação de tensão com o Sol em Gêmeos que acaba sendo muito importante.   Tem um texto aqui mesmo nesse site onde eu falo longamente sobre Saturno em Virgem, posicionamento de Laerte, veja:


A autocrítica é uma característica óbvia. Todas as vezes que é chamada de gênio ou quando é dito que Laerte é o maior cartunista do Brasil, ela sempre corrige seus interlocutores. Trata-se de uma postura de humildade e de consciência das imperfeições que é muito forte neste caso. O lado negativo desse Saturno no mapa do Laerte aparece na autocensura e num moralismo possivelmente internalizado, especialmente porque o signo de gêmeos é essencialmente imoral. É imoral porque é dual, a dualidade é o transitar por mundos incongruentes, é a recusa da escolha, é o jogar nos dois, ou em todos os “times”  que existem se assim for possível. O princípio da moralidade nos diz que temos que escolher, que temos que ser coerentes e ainda por cima nossas escolhas não podem em hipótese alguma afrontar os princípios da maioria ou os princípios vigentes. E a pessoa fortemente marcada pelo signo de gêmeos não quer escolher e não quer se sujeitar a fazer o papel de “santa” apenas pra agradar. E dentre as alternativas existem mundos que se colidem, coisas que são muito divergentes e flertar com os dois lados vai ser sempre uma profanação. Essa questão pode valer pra todos os aspectos da existência: a vida da pessoa que nasce com essa marca nunca vai se afastar desse tipo de conflito.




Mas as casas do mapa onde esses planetas caem revelam um pouco mais sobre o principal âmbito da existência em que isso é vivido. Saturno está na casa 8 e os planetas em gêmeos caem na casa 5 de Laerte. Essas são as duas casas que falam sobre a sexualidade sob diferentes aspectos. A casa 5 está relacionada a sexualidade no sentido do prazer pura e simplesmente. É a casa relacionado ao namoro  e a diversão. A casa 8 já é uma casa mais espinhosa e fala sobre o aspecto mais denso da sexualidade, as questões psicológicas que estão implicadas, os tabus, as vergonhas e a experiência da intimidade num nível realmente profundo.

 Principalmente pela condição de Saturno na casa 8 vemos a importância e ao mesmo tempo a dificuldade que existe pra Laerte ao lidar com essas questões: Somente a maturidade traz a serenidade necessária pra encarar os medos, enrijecimentos e negações simbolizados por Saturno. Óbvio que a questão poderia ter sido “resolvida” tão cedo quanto na adolescência, durante o primeiro retorno de Saturno ou mesmo durante a crise da meia idade. Mas durante anos essa questão permaneceu no nível de foro íntimo para Laerte, até que um crise (outro tema de casa 8) acabou trazendo essas questões não só para o nível da experiência imediata (não mais abstrata). A perda muito precoce do filho de apenas 22 anos levou Laerte a buscar a análise e a pensar mais profundamente sobre todas as questões, inclusive e principalmente essas simbolizadas por Saturno no mapa natal. Porque é diante das crises que normalmente tomamos consciência de como o maior limite que temos é o tempo e do quanto perdemos tempo evitando o enfrentamento de questões fundamentais.  Laerte já havia assumido sua bissexualidade antes da morte desse filho, mas assumir o desejo de ir além, de praticar o crossdressing e viver plenamente a transgeneridade foi um passo que ele deu apenas depois desse episódio.

Todos esses eventos estão associados a duas coisas que aconteceram com o mapa de Laerte entre 2001 e 2008: Os trânsitos de Plutão em Sagitário, em oposição aos planetas em gêmeos e em quadratura com Saturno em Virgem, promotores de um processo de destruição da identidade causado por perdas e transformações no mundo exterior contra as quais a pessoa nada pode fazer. O trânsito de plutão quase sempre atua nesse nível: toda uma vida marcada por determinados valores e vivida de determinada maneira simplesmente entra em colapso, implode e a mudança de postura acaba sendo a única alternativa. São sempre os trânsitos mais dolorosos (os de plutão) mas eles normalmente despertam na pessoa uma consciência para o quanto ela é livre e o quanto a sua vida é cheia de potenciais. Desde que ela tenha coragem de morrer pra permitir que esses novos potenciais possam emergir e isso nem todo mundo tem coragem de viver, esse processo de morte em vida, de abandono de valores, a troca de pele. Mas Laerte deu esse passo.  

Além disso, em 2001 o Planeta Urano em Aquário começou a fazer conjunção ao ascendente de Laerte e entrou na sua casa 1 onde permaneceu até 2008. Nesta casa Urano leva a uma reinvenção da identidade, mas normalmente a pessoa não tem uma noção muito clara desse processo. Simplesmente ela passa a permitir que a sua verdade essencial comece a aflorar. A pessoa passa a ser ela mesma de uma maneira muito autêntica. Ocorre um processo de reinvenção onde na verdade a pessoa começa a abandonar elementos que ela absorveu pra sua personalidade e pra sua vida como um todo, mas que nada tinham a ver com quem  ela é em essência. Essa individualidade essencial passa então a emergir como uma força impulsiva, e dependendo do nível de tensão existente na casa 1, eventos externos de natureza imprevisível podem acontecer refletindo de forma dramática essa eclosão . De fato, Laerte tem uma casa 1 tensa, repleta de aspectos desafiadores. Isso significa que a vivência da identidade é uma questão (uma das). Ela não acontece de maneira fácil porque entre em choque com outros elementos  que compõe o que podemos chamar de estrutura da vida. Por exemplo, sempre que qualquer planeta entra na casa 1 de Laerte ele faz oposição com a lua, quadratura com mercúrio, quadratura com marte e inicia o processo de quadratura com o sol. Esses pontos são elementos da vida (carreira, família, vida social) que entram em choque: por conta disso a pessoa não pode se dar ao luxo de simplesmente ser, porque tem que levar tudo isso em consideração. Mas urano é o planeta que traz o caos e através dele o emergir da verdade passa a ser possível, porque normalmente esse planeta, num sentido figurado, “embaralha  todas as cartas” e permite (na verdade obriga) a um recomeço.     

Essa questão toda se aprofunda em 2008-09. Nestes anos Urano e Saturno no céu estão em oposição e formando com o mapa de Laerte uma quadratura com o Sol, e em meio a isso Laerte vive seu segundo retorno de Saturno. E aí o grande passo é dado e a questão saturnina é enfrentada. Passando isso, em 2010 ele decide se vestir integralmente com roupas femininas e assume de maneira pública sua natureza transgênero. Simplesmente decide assumir sua dualidade e viver de maneira mais inteira. Isso não foi algo causado por uma crise, por um retorno planetário, mas todo um processo de vida, um longo diálogo de foro íntimo que agora emerge para que todos tenham consciência do que na realidade sempre foi, apenas não havia sido pronunciado.



Nesse contexto entra em cena a influência do planeta Netuno. Em 2008 Netuno começa a formar conjunção com o ascendente de Laerte, processo que só se conclui no início de 2010. Essa conjunção está relacionada a um processo de dissolução. Netuno é o planeta que rompe todas as barreiras, todas as resistências. Em geral ele mergulha a pessoa num estado profundo de confusão e indefinição durante o trânsito. É porque ele, de maneira muito mais suave se comparada com Urano e Plutão, mostra que o modo da pessoa viver determinado aspecto da sua vida já não faz mais sentido. Por um tempo, provavelmente tudo o que Laerte sabia é que a antiga forma de ser não fazia mais sentido, mas durante um tempo é possível que nem mesmo ele soubesse o que viria depois. Ou na verdade sabia, mas não acreditava antes que aquele limite pudesse ser transposto.  Netuno acaba com os limites. Saturno que é símbolo de solidez, treme e derrete diante da atuação solvente de Netuno. E assim emerge o novo Laerte.

Logo em seguida se inicia uma oposição de Netuno com a Lua de Laerte, com Netuno ainda na casa 1, entre 2010 e 2011. E  de repente todas aquelas questões que antes ficavam em foro intimo vem a tona. A oposição de Netuno com a Lua tem um elemento fortíssimo de “Oversharing”, ou seja, permitimos que tudo sobre nós transborde. A lua é a vivência da intimidade e um trânsito de Netuno em oposição com a lua faz com a pessoa passe a compartilhar de maneira muito aberta questões que em outros momentos ela manteria no nível de fórum íntimo, porque na realidade há uma sensação de perda dos limites no que diz respeito a intimidade. As emoções entram num nível muito incômodo de indefinição e através da expressão delas, sem pudor, a pessoa busca uma maneira de reencontrar seu ponto de equilíbrio. E assim Laerte torna pública sua vivência da transgeneridade e passa a falar abertamente sobre isso e sobre tudo o mais a seu respeito com a maior naturalidade. Nem todo mundo encara esse tipo de trânsito com tanta coragem porque a lua trata também de áreas da vida onde somos vulneráveis e a exposição associada a ele as vezes não é das mais fáceis de se administrar. 




Mas se Netuno no nível pessoal pode ser as vezes fonte de confusões, indefinições  e diluição, quando pensamos a atuação desse planeta no nível coletivo vemos que ele acaba simbolizando o que existe de mais real. Netuno é o planeta que fala sobre a cultura, sobre o que chamamos de inconsciente coletivo. E uma das possibilidades dos trânsitos de Netuno é a fama, a boa e a ruim, às vezes as duas simultaneamente. Não se trata daquilo que chamamos de “15 minutos de fama”, mas por Netuno refletir conteúdos que na realidade estão sendo vividos de maneira coletiva, a pessoa que atravessa trânsitos importantes de Netuno pode ficar famosa justamente por ser na realidade um reflexo momentâneo de coisas que descrevem aquele momento. Laerte já era bem famoso pelo seu trabalho e isso já desde a década de 70, principalmente a partir dos anos 80. Mas o que acontece agora é diferente. Esse tipo de fama não tem a ver com reconhecimento, tem a ver com outro tipo de notoriedade: O que Laerte vive é um processo que reflete discussões que estão muito em voga nesse momento. Em 2011 Netuno entrou em Peixes, e uma das coisas que Peixes  simboliza são os extratos da sociedade que normalmente são excluídos. Laerte através de sua existência nesse momento específico joga uma luz sobre o que vivem as travestis e na realidade uma séria de causas ligadas ao movimento LGBT.

No que diz respeito a jornada pessoal de Laerte isso tudo ainda vai longe porque Netuno está só começando seu trânsito por Peixes e Laerte vive esse trânsito ainda (netuno pela casa 1) até o final desse década. Essa análise na realidade fica pra que possamos perceber de que maneira as vezes um processo pessoal pode ser reflexo de processos coletivos. Na maioria das vezes é mesmo. É muito frequente por exemplo, justamente no ano que vivemos o trânsito x, um filme, uma série, uma novela, uma música, enfim, algum elemento do inconsciente coletivo emerge e fala justamente daquilo que estamos vivendo durante aquele processo. Na realidade tudo aquilo que pensamos estar vivendo num âmbito muito pessoal, todos os problemas e todas as questões que por vaidade julgamos ser exclusividade nossa na realidade são mais públicas do que imaginamos.
       



Comentários
1 Comentários

1 comentários:

Suzana Cordeiro on 15 de março de 2015 12:56 disse...

Você pode fazer uma análise de quem tem Sol em Peixes e Ascendente em Leão? Muito obrigada!

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