segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O cometa Ison (C/2012 s1)



O cometa Ison (alguns chama de Ision) cujo nome oficial é C/2012 s1 , que foi descoberto ano passado, está neste momento visível a olho nu sobretudo em regiões de baixa poluição luminosa. Isso inclui todo o território nacional. Estão dizendo que ele seria o cometa do século e há expectativa de que ele se torne especialmente visível a partir do final deste mês quando ele tende a iniciar um processo de desintegração devido a sua aproximação com o sol. Não é certo que ele realmente vá se desintegrar, alguns especulam ainda o extremo de ele se chocar com o sol, e há a possibilidade de ele sobreviver a esta aproximação (essa mais remota).

O fato é que vai demorar até que outro cometa esteja visível novamente. Sua observação é feita neste momento na direção da constelação de Virgem que tem aparecido no céu agora pouco antes do nascer do sol. Ele está mais ao norte, um pouco distante da eclítica. A observação tende a ser mais eficiente com um binóculos no caso de haver muita poluição luminosa. O grande problema é que ele está se aproximando rapidamente do sol e em breve seu brilho será ofuscado pelo do próprio sol ( a aproximação máxima seria no dia 28 de novembro). A partir do dia 21 será possível ter mais certeza em relação ao fato de que a desintegração realmente vá acontecer.

Na astrologia, cometas sempre geraram especial curiosidade, especialmente pelo seu caráter imprevisível. Ison por exemplo só foi descoberto ano passado. Normalmente eles eram tidos como anúncios de catástrofes e nos locais em que eram visíveis a olho nu, causavam grande comoção. A crença entre os astrólogos antigos era de que os cometas não tinham uma causa natural, mas sim divina, eram emanações vindas dos anjos, deuses ou planos espirituais e serviam como aviso para o pior. Eles estariam, anunciando grandes terremotos, fantásticas tempestades, epidemias, guerras e períodos de seca e fome.

Um dos acontecimentos mais curiosos envolvendo cometas foi o grande cometa de 1556: Imediatamente antes dele ficar visível a olho nu, o terremoto mais mortífero da história do nosso planeta aconteceu na China, em Shaanxi, matando pouco menos de 1 milhão de pessoas. Talvez os dois eventos sejam coincidências, mas sabemos que a maior tempestade tropical já registrada em nosso planta ocorreu justamente este ano, imediatamente antes do momento do cometa Ison se tornar visível, ainda que este evento, apesar de trágico, não tenha sido tão mortífero;

Em verdade, já no final do século XVII e início do século XVIII, quando Halley conseguiu prever, pela primeira vez o aparecimento de um cometa (que levou seu nome) o medo em torno da aparição dos cometas caiu consideravelmente e hoje eles são vistos, no máximo, como curiosidades astronômicas.  

A  mim chama especial atenção o fato de que a máxima aproximação deste cometa com o sol vai coincidir precisamente com o momento da quadratura exata entre Urano e Plutão (em perspectiva heliocêntrica). O que certamente não passa de coincidências, mas que não deixa de ser muito curioso.

Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário

 

Mega Astrologia Copyright © 2008-2015