quarta-feira, 12 de outubro de 2011

E se eu tiver excesso de algum tipo de signo?



Do texto que eu escrevi sobre os elementos no domingo,  surgiram também outras perguntas, referentes às qualidades, mencionadas, mas não diretamente abordadas no outro texto, e é sobre isso que irei tratar agora.

A maioria de vocês deve saber, como eu já disse la no outro texto, que signos são formados por elementos e eles também são formados por modalidades. Essas modalidades estão associadas a “ritmos”. São 3 modalidades: a Cardinal, a fixa e a mutável. Sempre nesta ordem, os signos sempre obedecem a esta sequência.

Fica fácil entender como funciona cada uma das modalidades quando pensamos no trânsito do sol ao redor dos signos e as estações do ano. Cada estação do ano dura 3 meses, o tempo de passagem do sol por exatamente 3 signos, um de cada modalidade, começando sempre pela cardinal. Por exemplo, neste momento estamos na Primavera. Essa estação começa aqui no hemisfério sul por volta do dia 23 de setembro quando o sol entra em Libra, que é um signo cardinal. A característica então do signo cardinal é a de estabelecer o novo movimento: Agora não é mais frio – chegamos num ponto em que as coisas agora vão paulatinamente se aquecendo. Haverá, eventualmente, dias mais frios, outros dias mais quentes, mas o que predomina agora é a amenidade, é este o movimento trazido pelo signo de Libra. O que vem na sequência é o signo fixo, no caso da nossa primavera, é Escorpião. O signo fixo tem a função de estabelecer e fixar o que foi definido no signo cardinal: Agora chegamos a um ponto onde a temperatura não é nem severamente quente, e nem fria, é amena, temperatura de meia estação. E na sequência do signo fixo, o que vêm é o signo Mutável, signo responsável por promover a dispersão , para que o signo cardinal que virá depois dele tenha condições de atuar. O mutável rompe as barreiras estabelecidas pelo signo fixo e funciona como uma zona de transição entre o signo fixo e o cardinal subsequente. No caso do trânsito do sol, a passagem dele por um signo mutável proporciona dias que oscilam entre as duas estações de forma bem intensa. No caso da nossa primavera, esse signo é Sagitário, que trás dias amenos que oscilam com dias de temperatura bem elevada, típicos de praia. Na sequência, a estação muda com o ingresso do Sol em Capricórnio, a amenidade cessa e se estabelece o calor como clima predominante da estação seguinte, o verão.

Então basicamente é isso: Cardinais iniciam, tendem a uma postura de manipulação ou mesmo de liderança impositiva, controlam as situações, eles fazem a força para que as coisas assumam determinada direção. Os signos fixos obedecem ao comando Cardinal mantendo a estabilidade do que foi determinado previamente, eles fixam, eles mantem tudo de forma indefinida. Já os mutáveis representam a ruptura com o que estava estabelecido no signo fixo e inauguram a dispersão, a ausência de uma direção definida que é o que dá espaço para o cardinal atuar na sequência.     


As vezes me perguntam se “existe algum problema” em não ter uma das modalidades no mapa. Na realidade não, a questão da modalidade não é tão importante. Nem mesmo a questão dos elementos o é. Essa questão da busca por equilíbrio no mapa na verdade é uma paranoia sem fundamentos. O equilíbrio não é bom nem ruim, ele não significa nada em especial.  Mas quando se tem uma grande predominância em determinada modalidade, isso pode ser problemático em alguns casos, não por algo intrínseco a essa ou aquela modalidade, mas pela consequência funcional que esse fato acarreta.  

As modalidades se organizam de tal forma no zodíaco que elas acabam formando uma cruz, como pode ser observado nas figuras abaixo. São 3 “cruzes”. A cruz Cardinal:



A cruz Fixa:



E a cruz mutável:



Quando o seu mapa tem muitos planetas ou ângulos num signo da mesma modalidade, significa que a respectiva cruz se transforma numa fonte permanente de tensão, que será deflagrada invariavelmente de tempos em tempos. Basta raciocinar: se a sua predominância for em signos Cardinais por exemplo, cada vez que um planeta lento passar por um signo Cardinal você vai vivenciar um dos aspectos tensos com vários dos seus planetas num espaço relativamente curto de tempo, o que implica em intensidade adicional na vivência do que aqueles aspectos significam. Isso transformará os signos cardinais em fonte de tensão e desafio pessoal pra você, e os signos fixos e mutáveis em fonte de harmonia, onde as coisas fluem de forma mais fácil e sem conflitos. Quando a pessoa tem os planetas espalhados de forma equilibrada, todo signo vai deflagrar tanto aspectos tensos quanto aspectos harmônicos numa mesma proporção.

A vida das pessoas com vários planetas em determinada modalidade é nitidamente marcada por autos e baixos periódicos. Por exemplo, no caso do Trânsito de Saturno. Vamos supor que determinada pessoa tenha todos os signos Cardinais em grande evidência (mais de 5 planetas ou ângulos cardinais, ou seja, em Áries, Câncer, Libra e Capricórnio). O Trânsito de Saturno por Leão, entre 2005 e 2007 foi certamente fonte de harmonia para esta pessoa, especialmente para os setores representados pelos planetas eventualmente posicionados em Libra ou Áries. Isso é porque Leão forma harmonia com libra e Áries, e não forma nenhum aspecto com Câncer e Capricórnio. Logo na sequência essa mesma pessoa encarou o trânsito de Saturno por Virgem, de 2007  até 2010, que tende a ter sido bastante harmônico também, principalmente do ponto de vista dos planetas que esta pessoa tem posicionados nos signos de Câncer e Capricórnio, que tem harmonia com Virgem. Mas quando Saturno entrou em libra, em 2010 ela certamente entrou num período tenso, já que saturno passaria a formar, dali em diante, conjunção, quadratura ou oposição com quase todos os planetas do mapa dela. Isso até o ano de 2012. A média, portanto é de 5 anos de harmonia, intercalados por 2,5 anos de muita tensão.



No caso de uma pessoa cujo mapa é mais espalhado em termos de modalidade, a maioria dos anos tendem a ser neutros, com tensões e harmonias se intercalando o tempo todo, o que gera uma sensação de linearidade. Parece que nada foge muito do controle, problemas surgem mas logo são solucionados, e assim as coisas vão indo, sem grandes sobressaltos.

Então fica complicado dizer o que de fato é melhor. A pessoa cujo mapa apresenta equilíbrio pode reclamar da falta de longos períodos de paz absoluta, já que de tempos em tempos ela vai estar sempre tendo que lidar com algum pepino. Já a pessoa que tem uma modalidade específica em destaque vai achar que os períodos de tensão são um pouco demais, já que parece que todos os problemas  vão acontecer, no caso dela, ao mesmo tempo. Quando está bem, tudo está bem e por longos períodos de tempo. Mas quando as coisas vão mal, elas realmente vão mal e isso pode ser complicado de administrar. 
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

Jhonatan Fire on 12 de outubro de 2011 11:54 disse...

É faz realmente muito sentido tudo isso, tenho excesso de signos multáveis no mapa, e na minha vida pelo menos, passo mais por longos períodos de tensão do que de paz, não pra olhar isso comparando o mapa com os trânsitos, mais que estou passando por mais uma tempestade, ah isto estou...

Elias Mendes on 12 de outubro de 2011 17:22 disse...

É, recentemente os mutáveis sairam de uma época bem intensa. Tivemos Plutão passando por Sagitário entre 1995 e 2008, e Urano em Peixes entre 2003 e 2010. Saturno em gemeos entre 2000 e 2003, e saturno em virgem entre 2007 e 2010. Não deve ter sido fácil realmente

NinaS disse...

Eu tenho predominância de Fixos (6) mas também bastantes Mutáveis, já os Cardinais são quase ausentes. Explica muita coisa hehehe

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