sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sequestro Relâmpago - primeiro caso de vivência do leitor



Eis o primeiro caso selecionado para participar desta nova seção do meu blog, a princípio batizada como “Vivência do leitor”. Me impressionei com o relato de hoje, e a pessoa captou com precisão o espírito daquilo que eu estou querendo fazer por aqui. A maioria dos outros leitores mandaram relatos resumidos sobre suas vidas afetivas e queriam explicações que englobassem passado presente e futuro, e a intenção aqui não é prestar consultas gratuitas. Agradeço imensamente mais uma vez a leitora que nos cedeu sua experiência de vida e seus dados de nascimento.

Eis o relato:

“Olá Elias, primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de participar, contribuindo com meu relato. Vivi uma situação extrema em minha vida no ano de 2003, de uma maneira completamente súbita: Um seqüestro relâmpago. Foi na noite do dia 15 de maio de 2003, por volta das 8 horas da noite, estava sozinha e tinha combinado com uns amigos de a gente se encontrar num barzinho pra depois a gente ir numa danceteria. Resolvi passar no caixa eletrônico pra pegar um dinheiro caso fosse necessário. Sinceramente eu não vi como aconteceu, eu sei apenas que eu abri a porta do meu carro e do lado da porta já estava um dos bandidos , armado gritando comigo como se eu fosse um animal, mandando eu calar a boca e me colocou no banco de trás do carro, junto com um outro, ele entrou abriu a porta para um terceiro e saíram dirigindo, sempre gritando comigo pra me intimidar e eu o tempo inteiro em silêncio, porque na verdade estava em choque, paralisada. Pra resumir a história, mandaram eu assinar todas as folhas dos meus talões de cheque e me obrigaram a dizer a senha dos meus cartões, sempre de armas em punho. Um dos bandidos ia em lojas testar as senhas pra ver se eu não estava mentindo. Eu devo ter ficado durante umas 3 horas com eles, que na minha presença ficavam sempre encapuzados. Me deixaram dentro do meu carro, mas sem meu celular a vários quilômetros de onde me pegaram. Fique alguns minutos ali, chorando, desesperada, e ainda confusa. E enfim, depois fui até a casa de minha irmã que ficava ali perto, fomos até a polícia mas até hoje não encontraram os bandidos. Tive um prejuízo total de aproximadamente 20.000 reais, e mais os prejuízos psicológicos e emocionais: depois desse episódio fui diagnosticada com Síndrome do pânico e depressão. O que mais me feriu não foram as perdas materiais, mas as perdas dos meus direitos como ser humano, da minha liberdade, da ausência de respeito, da desumanidade com a qual fui tratada. Por sorte não me machucaram e nem me violentaram  mas eles me tiveram ali a mercê deles. Elias gostaria apenas de pedir que não divulgue meu nome nem minhas informações de contato. Um abraço e obrigado pela oportunidade de compreender o que estava acontecendo comigo naquele momento.”

A leitora em questão nasceu no dia  22 de dezembro de 1967, ás 3:00 AM , Rio de Janeiro-RJ, e tem ascendente em 10° Escorpião, com a lua em 1° de Virgem. Veja o mapa dela abaixo:




Vejamos: o evento ocorreu no dia 15/05/2003, por volta das 20:00 , vejamos o céu do evento: 



Primeiro, analisando os trânsitos notamos muitas coisas importantes, mas vou citar apenas 4: 

- Um eclipse lunar de nodo sul (negativo), com a lua em queda (muito mais negativo do que o normal), ocorrendo na casa 1 da nativa, sendo que o sol do eclipse estava em conjunção com algol. O eclipse caiu em conjunção ao planeta netuno do mapa natal dela, sendo que ela ja estava vivenciando trânsitos extremamente importantes envolvendo Netuno.  

- Netuno por trânsito estava já desde 2002 em quadratura com o Ascendente da nativa e se aproximava de uma conjunção com Marte. esse é um trânsito que dissolve a personalidade da pessoa de forma que quando ele termina a pessoa tem a sensação de não saber mais exatamente quem é. Gera desânimo, depressões, medos e situações inusitadas de vários tipos que vão enfraquecendo aos poucos o ego e a identidade da pessoa. Na noite do evento, netuno estava em conjunção com Marte, ambos em oposição com jupiter em leão  e em quadratura com mercúrio retrógrado em touro. Tudo isso aspectando de forma tensa o Ascendente, o ponto mais importante do mapa de qualquer pessoa. 

- Urano em oposição a Lua produz descargas de tensão e situações emocionalmente violentas e inusitadas, que sacodem a pessoa obrigando-a a mudar totalmente seus hábitos. Urano em oposição a Júpiter, especialmente um Júpiter em detrimento, indica prejuízos financeiros.  

- Saturno em oposição a conjunção Mercúrio-Sol e em quadratura com a conjunção Plutão-Urano, partindo da casa 8, é um verdadeiro nocaute para a vitalidade, gerando severas limitações, depressões e situações opressivas. 

O cenário celeste externo ja era dos mais negativos. analisando mais atentamente outras técnicas percebemos  mais indícios:

- A profecção vigente era de casa 12, casa que simboliza os nossos inimigos ocultos. 

- A Lua progredida em conjunção com Mercúrio e Sol  em quadratura com urano e plutão sinalizando situações emocionalmente intensas e desgastantes . 

- A revolução Solar vigente tinha o Ascendente em Áries, que caía na casa 6 da nativa, indício de doenças, brigas, stress decorrente do excesso de atividades e queda da imunidade. As doenças se verificaram, como consequência do ocorrido na noite do sequestro. Marte estava próximo ao grau do Ascendente da nativa, em quadratura com Netuno, ativando o trânsito netuniano que parece ser o pivô deste evento. 

Neste caso vemos com bastante clareza como pode ser a atuação de um trânsito de Netuno, destruindo o ego de uma pessoa e dissolvendo sua identidade. O evento, ativado pelos trânsitos mais rápidos e ambientado pelas outras técnicas foi apenas o gatilho de um processo que com certeza ja ocorria em nível inconsciente e que teve sua manifestação concreta naquele momento. Vemos aqui que seria difícil prever exatamente sob que tipo de circunstância se manifestaria o que estava predito  no trânsito de netuno em quadratura com o Ascendente, mas sem dúvida a depressão e a síndrome do pânico que se instalaram na nativa após o ocorrido certamente ilustram com bastante clareza o processo de perda da identidade.  


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