sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Plutão em Capricórnio fica direto



Hoje, dia 11 de setembro de 2009 o planeta Plutão em sua lenta travessia através dos signos do zodíaco, depois de pouco mais de 5 meses em movimento retrógrado, ou seja, “andando pra trás” pelos graus do zodíaco, enfim, finalmente ele estaciona, fica direto e segue seu rumo.

O ano de 2009 ficou marcado como o ano do ingresso definitivo de Plutão em Capricórnio, já que no ano passado ele ingressou a primeira vez em capricórnio, mas ao retrogredir ele retornou para o signo anterior, Sagitário. Neste ano, do começo ao fim temos Plutão em Capricórnio e é neste signo que plutão permanecerá pelos próximos 13 anos.
Para pessoas que tenham planetas ou ângulos nos graus iniciais dos signos cardinais, o atual trânsito de plutão tem uma importância maior. Pra quem não sabe, signos cardinais são os signos de comando, iniciadores, são os signos que presidem os solstícios e equinócios, e são eles Áries, Câncer, Libra e Capricórnio. Na verdade estamos a muitos anos sem trânsitos muito importantes de planetas geracionais nos signos Cardinais, desde 1998 quando Netuno saiu de Capricórnio, para ser mais preciso. A vida das pessoas fortemente marcadas pelos signos cardinais em seus mapas de nascimento estava relativamente estável (ou estagnada) ao longo dos últimos anos, e o ingresso de plutão em Capricórnio promete mexer com as estruturas dessas pessoas novamente.

Tudo o que está muito enrijecido, cristalizado, envelhecido e que já não trás mais proveito nenhum precisa ser cuidadosamente analisado e se constatada a inutilidade, deve ser removido sem pena, arrancando-se o mal pela raiz. Se a pessoa não fizer isso por bem, a vida trata de fazer o serviço sujo por ela da pior maneira possível, através da destruição e remoção de tudo aquilo que não é mais necessário em sua vida.. Na verdade, todos os 3 planetas geracionais em trânsito tendem a fazer a mesma coisa, promover algum tipo de renovação, só que cada um deles “age” de uma maneira diferente. Urano é o choque, o inesperado, as coisas abruptas, as reviravoltas espetaculares, as grandes viradas de mesa, etc. Netuno se infiltra em nossa vida, nos leva a lentamente desistir de tudo o que não é mais necessário, nos leva ao esquecimento da realidade e ao abandono, nos inebria, ilude e furtivamente remove aquilo que não precisamos mais (na maioria das vezes contra a nossa vontade). Plutão é o que age de forma mais absoluta e permanente. Ele simplesmente destrói, “mata” um determinado aspecto da vida com o qual criamos algum tipo de dependência, e enquanto não cortamos essas coisas mortas de nossa vida elas apodrecem mesmo ainda grudadas em nosso ser, nós caminhamos pelo mundo como zumbis arrastando as carcaças apodrecidas das nossas próprias obsessões durante algum tempo, e se nada é feito essas coisas são arrancadas da forma mais violenta possível, ficando expostas de forma nua e crua todas as nossas fragilidades, com a vida obrigando-nos a nos reconstruir a partir do zero. Desnecessário dizer que tudo isso é em sentido figurado né?


A questão que a maioria das pessoas não entende é que os términos representados por este tipo de trânsito normalmente não estão ligados necessariamente a elas ou a vida delas, mas sobre coisas sobre as quais elas desenvolveram algum tipo de apego ou dependência. Nos trânsitos dos planetas geracionais, nós como indivíduos permanecemos intactos em nossas constituições, quem muda de forma avassaladora e permanente é o mundo, e se você tem algum tipo de apego ou dependência sobre determinado aspecto do mundo, se fincou as bases da sua vida sobre determinados aspectos que estão fora de você e se são eles os que estão a sofrer os processos de transformação, as conseqüências em nível pessoal são inevitáveis, a não ser que você perceba de antemão quais os seus “apegos” e quais os aspectos da vida estão sob iminente entrada em um processo de renovação e corte-os de uma vez. Um emprego, um relacionamento, um “grupo” ou sociedade, são todos exemplos de apegos externos com os quais eventualmente criamos vínculos de dependência, e quando essas coisas simplesmente evaporam de nossas vidas nós apenas sofremos na medida em que nossas bases estão inseridas em coisas externas. Os trânsitos geracionais revelam o desfio do ser humano em fincar suas bases sobre si mesmo, crescer sobre si mesmo porque ele mesmo é o único aspecto da vida sobre o qual ele tem controle. As pessoas são imprevisíveis, um emprego não é infinito, um bem material é perecível, uma sociedade só existe enquanto houver uma demanda externa para que ela exista. Apenas nós somos nossas próprias garantias enquanto estamos vivos. Nada mais.
Comentários
7 Comentários

7 comentários:

Éter on 11 de setembro de 2009 12:44 disse...

Não tenho cardinais em cúspides angulares, mas a enfase do mapa é na casa 7 em Capricornio(cuspide em Sagita), onde "residem" 6 planetas, com marte-lua-venus e tudo. Tempos díficeis. Estou ficando meio Dom Casmurro ehehhe, as palavras "traição" e "confiança" têm tido um peso forte. E eu que ja sou de Mercurio na 8 quadrado a Plutao, num ascendente Geminiano(igual o seu alias), é sentir a cabeça inchando, fervendo literalmente. Da vontade de ter epilepsia pra extravasar hehehe. Chega de falar de eu, era só pra dar um feedback. Muito bom o texto, é pra ler toda semana e refletir. inté

Elias Mendes on 11 de setembro de 2009 13:25 disse...

Bom, enquanto Plutão esteve em Sagitário ele aspectou através de conjunção, quadratura ou oposição quase o meu mapa inteiro. especielmente entre 2001-2002, foi a época mais pesada, justamente quando havia saturno num signo de mesma modalidade em que plutão estava (mutável) .

entender de antemão que o problema está la fora (até porque, o que demanda mudanças internas, na vida da pessoa mesmo são progressões e direções, quando determinados pontos do mapa ficam mais ativos em detrimento de outros)e assim o sentimento de perda tem que tentar ser abstraído, a sensação de ausência de controle e etc.

No meu caso quando plutão fez conjunção ao sol o grande problema também girou em torno desse quesito, fui traído das mais variadas formas mas a grande questão gira em torno do erro de querer que o outro (que também faz parte desse "mundo la fora") se mantenha imutável ...as pessoas mudam de idéia, mudam de prioridade, sentem vontade de se desvencilhar das nossas vidas e o que a gente pode fazer? essas coisas não são controláveis...ou deixa ir ou fica sofrendo, ... sei que é hipocrisia falar assim desse jeito porque quando você ta no meio do turbilhão você simplesmente não raciocina dessa forma. Mas quando o tempo passa a gente observa o quanto esses lutos foram pequenos e insignificantes , como no fundo a gente sofreu por perder uma coisa que na verdade a gente nunca teve de verdade ...

Boa Sorte

marcelo dalla on 11 de setembro de 2009 14:46 disse...

Amigo, d'a gosto de ler esse artigo. "e relamente pra lr e reler.... So pra ilustrar: eu tenho Jupiter e Lua no inicio de Cancer, na 7. Acabo de terminar um relacionamento. mas estou bem, sabendo de tudo isso...
abraco agradecido

maria disse...

Olá, tenho MC a 7° de Áries e posso dizer que atualmente consigo dizer o que não quero (profissionalmente), mas ainda não sei ao certo que rumo seguir daqui em diante!
Tá doendo...

Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira on 11 de setembro de 2009 21:43 disse...

Nossa Elias

Hoje tive um acesso de choro porque percebi que estava sozinha e totalmente dependente e precisava de ajuda para pegar minhas muletas, pois por causa da operação estou debilitada...Aí meu marido se tocou e me trouxe as muletas...

Você descreveu exatamente tudo que estou sentindo e como estou me sentindo... É como se eu mesmo que com toda dificuldade tivesse que contar comigo mesma...Tudo está sendo arrancado de mim...

Seu artigo está perfeito...

Meu capricórnio está na casa 10 e 11 e há um stélim nas duas casas... talvés por isso eu esteja me sentindo tão só, meus amigos sumiram, até uma abraço não recebo mais, pode parecer bobo, mas estou na fase mais solitária da minha vida, porém bem produtiva no estudo, os livros tem sido minhas únicas companhias...

Mas meu coração está quebrado, partido em mil pedaços....

Adoro seus artigos.

beijão

Chris

Super Lin on 27 de setembro de 2009 22:27 disse...

Entãooo mudará pra nósss

Philippe disse...

Tenho ascendente a 11 graus de virgem. Plutão está na minha casa 4 (família) e está em conjunção com o meu netuno, a 2 graus de capricórnio. Vivi um verdeiro inferno entre 2001 e 2002, como relatado na postagem anterior o trânsito saturno oposição plutão me pegou de jeito! Sofri de depressão e a minha vida ficou de ponta cabeça. Hoje estou recuperado, mas ainda me sinto travado internamente (seria por causa de plutão na casa 4?) Para quem quiser estudar o meu mapa de nascimento, fique a vontade: 6/6/1985 12:10 São Paulo

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